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Dois cachorros - fora da competição

Palocci era um homem respeitável. Um Liberal não tão conservador – víamos isso somente nos olhos subservientes dele. Era um novo emergente, que adorava estar no poder que estava. Os já familiarizados com a tal riqueza no Brasil, aqueles coronéis armados que atiram porque sabem o clima de barbárie que vivemos, não gostaram muito da presença daquele economista - não parecia muito confiável.

O certo, pelo menos, é que Dirceu e Palocci, agora em casa, não percebem o momento político que vivem. Dirceu menos ainda, porque seus direitos políticos foram cassados. Um livrinho, uma entrevistazinha, umas declaraçõezinhas de nada fariam a direita se estremecer lá no congresso – mas eles viverão e vivem calados como bons cães de guarda dos coronéis.

Dirceu e Palocci são ícones da classe média brasileira, agora: aquela medrosa que sempre falha ao falar do povo, e sempre perde quando age um pouco mais do que pode. E o que ela pode? Quem diz são os maiores... Ou os caras de fora, o FMI, os Suecos, Holandeses, Suíços, Alemães e Americanos, ou os caras de dentro, os maiores latifundiários e políticos do país.

O que manda, todo mundo sabe o que é.

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