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Aos gatos e gatas suicidas pós modernas (aos emos)

Todo mundo fala de solidão. Vou tentar também.
Ficar só é esquecer dos outros. O calor dos outros. O medo dos outros acontece mais vezes, e nós ficamos com um ressentimento da vida feliz alheia. Solidão é querer tristeza, é querer maldade, é querer o cru.

De só todos têm, mas de solidão todos querem. A iniciativa vem diretamente da trágica respirada do por ter nascido. A obrigação de jogar sem ter os truques - e se roubar pode ser isolado com os criminosos.

Só se isola quem aceita a solidão, nem retruque. O homem romântico perde o sentimento de ilusão hoje em dia, e ganha em sarcarsmo e raiva. Ele é mais spleen, mais suicida - um retrógrado. Ademais, um tempo contra Nietzsche e sem ambições capitalistas pode chegar como inevitável, como um tempo de idéias completas, no qual a solidão não existe e não mais pertence ao sentido de nossa espécie. E que morra junto dos tediosos tristes apolíticos toda a depressão da impotência humana. Essa é tão feia - infantil e feia. Quem foi que disse que o colorido nos deixa mais alegres com a vida? E quem é que diz o que é vida?

Vamos então chegar mais juntos e sentir aquele calor, bichano(a), pra saber o que é mesmo a vida.

Comentários

Anônimo disse…
abraço o mundo que cabe em mim, mauro. e todo o resto deixo que resvale em minhas costas, com carinho e ódio.

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