
O signo cai, e como não bastasse somente um signo cair, cai outro ao lado, cópia do primeiro. Caíram abaixo sobre choros de milhares, e sob destroços de um metal não muito resistente ao calor.
Quem pra nos dizer que aqueles dois signos caíam e não era mentira, cinema?! Ninguém sequer pensava na possibilidade desses signos caírem. Mesmo assim acreditavam logo após eles já estarem no chão. Por quê?
Uma pergunta aparece assim desse vão que tais gêmeas tem causado em nosso coração. No fundo no fundo até sabíamos que mais cedo ou mais tarde iríamos precisar de uma ponte de safena. De qualquer forma, pensavam que isso tudo , mesmo depois de passado tanto tempo sem se espantar, nem ao menos ver as imagens aterrorizantes que a TV insistia em repetir, não ia mais servir.
Mas quem é mesmo que diz o que vai ou o que não vai servir? Certamente não são os norte-americanos abalados em sua simbólica castração ad extremus. Nem mesmo os castradores, que de uma maneira brilhante (em todos os sentidos) conseguiram demolir as crenças ocidentais modernas e do nosso capitalismo tardio. Essas vão desde a que o homem é , apesar de tudo, descentrado. Vêm alguns “bárbaros” pra nos ensinar que a história não acabou, que o mundo não vai acabar, e que nada se acabou. O que os bárbaros mais tentaram nos avisar é que existem outras maneiras de se encarar, perceber o mundo. Dentre elas, uma mais forte, completamente envolta por um instinto da luta-de-classe e a fundamentação teológica – a volta de deus mais furioso que nunca.
Mas esse deus e esses bárbaros nem mesmo foram ouvidos, e nem entrevistados pelo jornal. O que se ouve e o que se sabe foi que duas grandes torres foram abaixo. Esses signos do capital ANTIGO, que tem em algum lugar ali um pouco dos meus impostos.
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