
Mas nos EUA fez – assim que, mais ou menos, nasceu um mito das telas que influenciou o mundo, tal como fez um dia James Dean. Marlyn Monroe praticamente criou o clichê de mulher pop. Ela é a criadora tanto da Madonna quanto da imagem de Britney Spears. A sua sexualidade foi explorada tal como o cinema bem sabe fazer , através do erotismo do mostrar-sem-mostrar. Nada mais enlouquecedor para as feministas – nada mais generoso para com elas, também. Marlyn foi um símbolo de liberdade feminina.
Só que não é consenso esse papel de Marlyn entre as mulheres. Afinal, as pessoas lembram que ela se casou com um jogador famoso de baseball? Mas lembram da ventania que mostrava suas belas pernas, ou do presente a Kennedy. Ela vivia, parecia, como quem queria ganhar a vida com seu símbolo. Ela mudou completamente. Pareceu mais viva quando virou uma mulher midiática – mas no fim, sabemos, que ela era cada vez mais uma coisa, e não uma pessoa.
Podemos arriscar que sua morte veio disso. E podemos, também, arriscar, que sua vida hoje vem dessa sua coisificação.
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