
Grupo de amigos que vinham de contextos e lugares diferentes - mas com mesmo ideal. Nelson Pereira dos Santos havia sido um presidente do grêmio estudantil que partira para a militância próxima do Partido Comunista. Naquela época, como ele mesmo fala, o Partidão era outra coisa. Nisso ele encontra vários outros que viriam a se tornar também belos produtores de películas modernas, tais como Arnaldo Jabôr, Leon Hirszman, Paulo César Saraceni. Aqueles jovens de uma elite morgada, classe média carioca que saía de uma bela ressaca desenvolvimentista de JK, bolaram planos que ficaram para a história. Tudo viria ganhar em barroquice com a vinda do jornalista Glauber Rocha da Bahia. Domingos de Oliveira e Joaquim Pedro, da elite mais pra cima das estatísticas sociais, davam aval ao cinema que - agora sim deveria ser feito com precisão e seriedade.
Carlos Diegues, Luís Carlos Barreto e Zelito Viana vinham mais tarde. A onda era nova no mundo, e o Rio de Janeiro sabia que dava pé subir nesse momento cultural. Pela história eles ficariam quietos, já que uma ditadura se instalava no país. Mas não. Ganharam fôlego e gritaram com cinemas famintos. Até cineastas mais antigos reverenciavam esses jovens loucos por movimentar a cultura atrasada da mise en scéne daquela época. Em São Paulo só uns gatos pingados como Walter Hugo Khouri e Sérgio Person davam as caras pra esse novo cinema.
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