
O líder do grupo: Jonny, Marlon Brando, um jovem ator do actor's studio, escola meio baziniana de interpretação. Standislavsky é o teórico, na verdade - o espectador deve acreditar que ali está acontecendo um fato, e não uma representação dele. Era inovador na época ver Brando com aquela voz meio, digamos, fina, fazendo-se de revoltado. Um adolescente revoltado que recebe uma lição de moral, tal como James Dean, em Rebel Without a Cause - Juventude Transviada, de Nicholas Ray.
O mais importante do filme talvez não seja nem mesmo a história que vemos, mas as coisas que acontecem - bem verossímeis. Lee Marvin chega ao filme com aquele personagem bêbado que ele bem sabe evocar, e cita o nome de seu grupo, sua gang - The Beetles. John Lennon , na década de 60 , diria que o nome dos Beatles vinha desse filme. Certamente não só o nome, mas toda uma "filosofia" rebelde que entra em moda com o rock n' roll e a cultura jovem com suas gírias de proletário. O mais engraçado de tudo é que uma indústria conservadora como Hollywood, com seu código de reis, que difundiu ideais rebeldes. Seria uma contradição?
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