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Zodiac - 2007 - David Ficher

O pop em Fincher impressiona. A publicidade toma conta de tudo, acaba com todas as perspectivas de uma comunidade pacífica, tal como se vê nas propagandas. E, por ele evidenciar esse mecanismo do mercado que procura até mesmo a imagem de um assassino para publicizar, ganhamos em discussão a respeito de qual o papel do cinema industrial hoje.

Isso porque o filme Zodiac é um trhiler, um noir feito à luz do dia, tal como alguns undergrounds gostavam de fazer na década de 70. Esse novo modelo do thriler, em Fincher, é já conhecido em Se7en. A diferença entre os dois talvez fique na atuação, que havia sido excepcional no Se7en, e neste vemos, talvez, uma experimentação dos atores.

Mais parece um filme de transição. A história de Sam, um assassino da California recontada por outros filmes como o de Spike Lee, O Verão de Sam, retorna com a iluminação midiática que há em cima de qualquer fato sensacionalista. E, porque não, o próprio filme é levado por essa arapuca, já que nos identificamos com qualquer pessoa que quer realmente desvendar o mistério criado em cima do tal Zodiac.

Só uma marca de relógio, uma marca que chega aos jornais, que se vê na TV, que é criada a cada novas mensagens que chegam nos tablóides - uma marca da subversão insana de alguns norte-americanos. Essa nação sabe como ninguém criar, hoje em cia, assassinos midiáticos - Charlie Manson, Osama Bin Laden, o próprio Sam... Muito se deve ao tal mecanismo de identificação, como Fincher nos mostra em seu discurso.

Esse mecanismo nos faz acreditar que somos quem procuramos. Percebam, ao ver o filme, como todos que o procuram falam, ao ler seus códigos, em primeira pessoa, o surreal incompreensível, misterioso do assassino. O próprio cartunista, ingênuo como a média americana, quase perde a família aficcionado pelo serial killer - apenas para escrever um livro desvendando o caso que a polícia esqueceu.

A estratégia de mercado, do índice de audiência, da procura por espectadores, da publicidade chega à subversão criminosa. Agora a indústria cinematográfica propagandeia essa subversão a todo o mundo - numa discussão promovida a respeito das mídias, ou numa ingênua procura recíproca de espectadores e anti-heróis misteriosos e assassinos? Bem... não vi discussões sobre o filme por aí.

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