
Thomas Alva Edison contrariou a todos os franceses, como os irmãos Lumiére, que desacreditavam dessa brincadeira de vaudeviiles - assim inicia-se a morte do ser humano do século XIX. A morte espiritual, claro. Porque se antes dos arco-íris que trariam nossa redenção perante os mais pessimistas românticos idealistas, e demais adjetivos pejorativos da época que se passava, existiam as sombras da comunidade antiga, clássica e pré-moderna ali como um espectro ético sustentanto o passado em moldes futuristas.
Primeiro foram as metrópoles. Grandes construções, grandes máquinas, grandes desafios para o novo milênio, grandiosidades, imensidades, e insegurança. Esta era profundamente democrática - todos deviam tê-la, todos deveriam usufruir dessa multidão ameaçadora, da criminalidade e violência que beirava o absurdo do apocalipse dos novos tempos. Carros substituem as charretes, e a eletricidade as velas e lampiões. O universo arcaico se extinguia, junto a seu encantamento.
As novidades vinham como um turbilhão de idéias desse novo mundo, de possibilidades infinitas, e de crescimento cada vez maior dessa massa de concreto que eram as aglomerações arquitetônicas das metrópoles, algumas, futuras megalópoles. O que poderia unir os pensamentos? Unir comportamentos? Unir atitudes?
O empresário via o cinema como uma dessas novas possibilidades acima do palpável e manipulável, mas que certamente parecia ter em vista este estímulo à vida em conjunto que vinha se delineando com os tempos modernos. Essas sombras do passado, de uma aristocracia decadente e de uma burguesia em ascenção, caracterizaram a estética dominante do primeiro cinema. Claro que, andando lado a lado com a violência dos mais resistentes do velho oeste, da criminalidade norte-americana, nação beligerante desde seu pequeno núcleo familiar irlandês, puritano, judeu, branco.
Thomas Edison era capaz de matar, de assaltar e de reverter trâmites burocráticos em prol do desenvolvimento de seu nome e de sua empresa. Conseguiu fazendo isso tudo. Hoje, o cinema, deve muito a ele.
Primeiro foram as metrópoles. Grandes construções, grandes máquinas, grandes desafios para o novo milênio, grandiosidades, imensidades, e insegurança. Esta era profundamente democrática - todos deviam tê-la, todos deveriam usufruir dessa multidão ameaçadora, da criminalidade e violência que beirava o absurdo do apocalipse dos novos tempos. Carros substituem as charretes, e a eletricidade as velas e lampiões. O universo arcaico se extinguia, junto a seu encantamento.
As novidades vinham como um turbilhão de idéias desse novo mundo, de possibilidades infinitas, e de crescimento cada vez maior dessa massa de concreto que eram as aglomerações arquitetônicas das metrópoles, algumas, futuras megalópoles. O que poderia unir os pensamentos? Unir comportamentos? Unir atitudes?
O empresário via o cinema como uma dessas novas possibilidades acima do palpável e manipulável, mas que certamente parecia ter em vista este estímulo à vida em conjunto que vinha se delineando com os tempos modernos. Essas sombras do passado, de uma aristocracia decadente e de uma burguesia em ascenção, caracterizaram a estética dominante do primeiro cinema. Claro que, andando lado a lado com a violência dos mais resistentes do velho oeste, da criminalidade norte-americana, nação beligerante desde seu pequeno núcleo familiar irlandês, puritano, judeu, branco.
Thomas Edison era capaz de matar, de assaltar e de reverter trâmites burocráticos em prol do desenvolvimento de seu nome e de sua empresa. Conseguiu fazendo isso tudo. Hoje, o cinema, deve muito a ele.
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