
- Marlyn Monroe, uma mulher absurdamente linda, cativante, carismática, alegre, sensual, vai ao interior para processar o ex-marido por violência. Ganha. Conhece dois rapazes durante sua estada na cidade: um ex-combatente de guerra e um cowboy. Este último, Clark Gable, aquele de E o vento levou...
- Se o realismo não era, antes, um atributo de filmes hollywoodianos, este é uma exceção a essa regra. Em medidas bem ajustadas, óbvio, pois ninguém iria aos cinemas lotar sessões e comer pipocas se não houvesse o chamativo do showbusiness. Marlyn e Montgomery Clift são estes chamativos do star system. No entanto, longos planos sequências nos dão um sabor novo de modernidade em meio a toda a ostentação interiorana da cenografia.
- Detalhe importante, agora. A crítica que John Huston faz, como sempre, à ambição humana diante da natureza. Ambição, diga-se de passagem, patriota, símbolo maior do capitalismo moderno no mundo. O cinema, aliás, era divulgador dessa simbologia. Não Huston, com este roteiro magnífico de Arthur Miller.
- The Clash cita esse filme em uma de suas músicas no disco London Calling. Porque Montgomery está para Joe Strummer tanto quanto Gable está para o presidente Reagan. Estereótipos à parte, os personagens, dentro das atuações destes grandes atores, fogem à regra dos filmes convencionais. Gable, por exemplo, faz uma cena chamando seus filhos como um bêbado que constrange o classicismo dos filmes da época.
- Um manifesto feminista, e a favor da natureza, bastante atual.
Baixem o filme - Link megaupload
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